O que a OAB permite e o que proíbe no site
O Provimento 205/2021 autoriza a publicidade informativa e veda a mercantilização da advocacia. Na prática, o site pode e deve ter:
- Áreas de atuação, formação, títulos acadêmicos e idiomas dos advogados;
- Artigos informativos sobre temas jurídicos, sem prometer resultado;
- Endereço, contato, número de inscrição na OAB e formulário para consulta;
- Participações em eventos, publicações e projetos do escritório.
É proibido: prometer resultado ("garantimos sua aposentadoria"), divulgar valores de honorários com teor de oferta, usar expressões de mercado como "promoção" e "desconto", captar clientela de forma ativa referindo casos concretos, e usar termos superlativos como "o melhor escritório". Anúncios pagos são permitidos com moderação e caráter informativo, mas não podem usar termos de captação direta de causa.
O que um site de advocacia que funciona precisa ter
Dentro das regras, o jogo é ganho por autoridade e clareza. A estrutura vencedora tem página inicial sóbria com as áreas de atuação, uma página por área ("Direito Previdenciário", "Direito Trabalhista") otimizada para as buscas da cidade, página de equipe com currículos e números de OAB, e um blog com artigos respondendo dúvidas reais, como prazos, direitos e documentos necessários. É esse conteúdo que ranqueia no Google e transforma dúvida em consulta.
Em custos de 2026: um site institucional para escritório sai entre R$ 1.500 e R$ 5.000, com domínio .adv.br (exclusivo para advogados, na Registro.br) por cerca de R$ 40 anuais. Para a rotina de peticionar, atender por vídeo e escrever conteúdo, um notebook de trabalho com Core i5 ou Ryzen 5, 16 GB de RAM e SSD, entre R$ 2.800 e R$ 4.500, cobre com folga os sistemas de processo eletrônico e a certificação digital.
Erros que geram notificação da OAB ou espantam clientes
Os tropeços se repetem entre escritórios de todo o país:
- Depoimentos de clientes com promessa de resultado: "ganhei minha causa em 3 meses" pode caracterizar mercantilização e uso de caso concreto;
- Comprar anúncio com termos de captação: campanhas com "processe seu banco agora" já renderam sanções éticas;
- Site genérico de modelo pronto: foto de banco de imagens com martelo e balança, texto igual ao de mil escritórios, zero conteúdo próprio. Não fere a ética, mas não ranqueia nem convence;
- Ignorar o celular: a maioria das buscas jurídicas acontece no smartphone; site que não abre direito no celular perde o cliente na hora;
- Não ter o perfil no Google: o Perfil de Empresa é permitido, gratuito e costuma ser a primeira porta de entrada de clientes locais.
Veredito final
Advogado autônomo começando: garanta o domínio .adv.br, um site simples de até R$ 2.500 com uma página por área de atuação e um artigo novo por mês. Escritório estabelecido: invista em conteúdo de autoridade e SEO local contínuo, que é onde a concorrência qualificada ainda é baixa fora das capitais. Em todos os casos, revise cada texto com o Provimento 205 ao lado, porque refazer reputação custa mais que fazer certo.

